A PSICOLOGIA E A MULTIDISCIPLINARIDADE NA SAÚDE

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  www .psicologia.pt ISSN 1646-6977 Documento produzido em 22.12.2013   Wesley Fernando Felício 1   Siga-nos em ace!oo".com#psico$ogia.pt   A PSICOLOGIA E A MULTIDISCIPLINARIDADE NA SAÚDE Artigo apresentado aos docentes de graduação em Psicologia da Universidade do estado de Minas Gerais na Fundação Educacional de Divinpolis! re"erente a todas as disciplinas correspondentes ao s#timo período $%1$ Wesley Fernando Felício Graduando em Psicologia pela Universidade do Estado de Minas Gerais na Fundação Educacional de Divinpolis &'rasil( E)mail de contato* settingterapeutico+gmail,com   RESUMO - tema sa.de apresenta sempre certa comple/idade ao ser discutido! pois necessita de ol0ares di"erentes e adeuaç2es so3re este conceito! mais # de suma import4ncia de3ater  propostas! intervenç2es ou pr5ticas ue vem agregar este tema de 3em comum, A Psicologia e a multidisciplinaridade na 5rea da sa.de tem contri3uído para uma pratica de ação, E o presente artigo visa propor uma re"le/ão a partir de pesuisa 3i3liogr5"ica e "undamentação terica so3re o signi"icado da atuação multidisciplinar! 3uscando re"letir a pratica da Psicologia na 5rea da sa.de! levando em consideração todos os erros e acertos! possi3ilidades e impossi3ilidades! apontando uma nova perspectiva ue contri3ua para uma atenção 6 sa.de mais digna e 0umana!  pautadas nos prprios princípios do 7U7* euidade! integralidade e universalidade, Palaras!c"ae# Psicologia! multidisciplinaridade! sa.de,  www .psicologia.pt ISSN 1646-6977 Documento produzido em 22.12.2013   Wesley Fernando Felício $   Siga-nos em ace!oo".com#psico$ogia.pt   Concei$%ando o $e&a#  8o 'rasil com a implantação do 7istema 9nico de 7a.de : 7U7! a partir do conceito de sa.de como um direito da população e dever do Estado! presente na ;onstituição Federal de 1<== e posteriormente regulamentado atrav#s das >eis Federais =%=%?<% e =1@$?<% veio traer uma nova diretri para as políticas de sa.de pu3lica 3aseando nos princípios doutrin5rios e organiativos do 7U7 ue são* a integralidade! a universalidade! a euidade! a 0ieraruiação! a regionaliação! a descentraliação e a participação popular, -s princípios doutrin5rios diem respeito 6s id#ias "ilos"icas ue permeiam a implantação do sistema e personi"icam o conceito ampliado de sa.de, -s  princípios organiativos orientam a "orma como o sistema deve "uncionar! tendo como ei/o norteador os princípios doutrin5rios, &PEBECBA! $%%(  8esse caso a universalidade trou/e o conceito de acesso garantido a todas as pessoas! independente de raça! se/o! renda! ocupação! nível social ou outras características sociais ou individuais, 5 a euidade "unciona com um principio norteador de ustiça social! 5 ue trata desigualmente os desiguais! investindo mais onde as necessidades da população são maiores, E a integralidade visa o sueito como um todo! incluindo em seu conceito a promoção! prevenção! recuperação e a rea3ilitação popular, - Art, $%% da ;onstituição Federal de 1<== e dispositivos da >ei =%=%?<% di ainda ue "oram atri3uídos ao 7U7 "unç2es al#m das aç2es assistenciais! tam3#m as de vigil4ncia epidemiolgica e sanit5ria! saneamento 35sico! "iscaliação de insumos! alimentos e 5gua! proteção ao meio am3iente! "ormação de recursos 0umanos na 5rea da sa.de e desenvolvimento cientí"ico e tecnolgico, ;a3e)nos uestionar se o 7istema 9nico de 7a.de ainda est5 em "ase de construção Particularmente acredito ue sim! atrav#s da pr5tica di5ria de seus atores! gestores! pro"issionais de sa.de e usu5rios, As "al0as e/istem 7im! principalmente  pela di"iculdade de compreensão de seu car5ter su3stitutivo em relação ao modelo assistencialista 0egemHnico! com o ual ainda convive! por parte dos usu5rios e dos grupos interessados em manter tudo como est5, ;om a introdução do Programa de 7a.de da Família &P7F(! em 1<<@! como estrat#gia de reorganiação da atenção 6 sa.de! destaca o tra3al0o em euipe como pressuposto e diretri operacional para a reorganiação do processo de tra3al0o em sa.de, 7tar"ield &$%%$( aponta ue! em3ora o ímpeto inicial para o tra3al0o em euipe ten0a sido aumentar o potencial dos m#dicos da atenção prim5ria! cua o"erta era 3ai/a! outros imperativos agora estão 6 "rente! pois o envel0ecimento da população e o aumento das doenças ue duram mais ou recorrem mais  www .psicologia.pt ISSN 1646-6977 Documento produzido em 22.12.2013   Wesley Fernando Felício    Siga-nos em ace!oo".com#psico$ogia.pt   "reIentemente tJm criado a necessidade de uma a3ordagem de atenção prim5ria mais ampla e uali"icada! o ue sustenta o movimento em relação 6 multidisciplinaridade, - tra3al0o em euipe # 0oe uma pr5tica crescente no atendimento 6 sa.de, 7egundo ;0iattone &$%%%( KAs euipes se caracteriam pelo modo de interação presente na relação entre pro"issionais ue pode ser interdisciplinar! multidisciplinar e transdisciplinarL, am3#m nos auda a compreenderN A interação # interdisciplinar uando alguns especialistas discutem entre si a situação de um paciente so3re aspectos comuns a mais de uma especialidade, O multidisciplinar uando e/istem v5rios pro"issionais atendendo o mesmo paciente de maneira independente, O transdisciplinar uando as aç2es são de"inidas e  planeadas em conunto, &-8E- e G-ME7! $%%(  8a pr5tica! poucos são os tra3al0os ue contemplam essa di"erenciaçãoL, Cndependente do termo empregado 05 e/pectativas de ue pro"issionais da sa.de seam capaes de ultrapassar o desempen0o t#cnico 3aseado em uma .nica arte ou especialiação, A euipe multidisciplinar vem se "ortalecendo! tendo como 3ase a crescente aceitação do modelo 3iopsicossocial de sa.de ue se re"ere ao 3em)estar "ísico! mental e social! em contraste com o modelo 3iom#dico, A organiação ou mo3iliação de euipes est5 associada 6 comple/idade da demanda di ;repaldi &1<<<(, 8essas situaç2es! os pro"issionais se deparam com seus prprios limites e encontram nos colegas de outras "ormaç2es su3sídios para a compreensão e atendimento do caso em uestão,  8o entanto ;0iattone &$%%%( nos revela ue tal atitude não # uma conduta padrão! podendo variar con"orme a tradição pro"issional! a característica do grupo de tra3al0o e o tipo de intervenção! ou sea! o tra3al0o em euipe tra novos desa"ios! e/igindo competJncias e 0a3ilidades para o tra3al0o em grupo e para a usti"icação clara e o3etiva de procedimentos t#cnicos pertencentes 6 dada especialidade, ;om isso passamos a o3servar no conte/to sa.de a atuação de diversos  pro"issionais* nutricionista orientando dietas! o "isioterapeuta prescrevendo e orientando so3re e/ercícios "ísicos! o psiclogo promovendo maior compreensão e "acilitação das comunicaç2es! al#m de o"erecer apoio emocional e psicolgico aos pacientes! entre outras atividades realiadas  pelos mem3ros da euipe multidisciplinar todos visando o 3em estar do individuo, Devido ao aparecimento de novas especialidades! as euipes contam 0oe com o au/ílio de diversos pro"issionais de campos emergentes entre eles a Psicologia, Para Bomano &1<<<( KA crescente inserção da Psicologia em euipes de sa.de # 0oe um "ato recon0ecido e vem criando oportunidades de participar mais ativamente na de"inição de condutas e tratamentosL, 8o ue se re"ere ao papel da psicologia neste 4m3ito! con"orme 7pinQ &$%%( o psiclogo nas aç2es em sa.de pode desempen0ar tare"as ligadas ao planeamento e gestão de tra3al0o! nas uais todos os  pro"issionais devem estar envolvidos! como por e/emplo! o con0ecimento das demandas da região! dos recursos p.3licos e comunit5rios ue esta região disp2e e o tra3al0o integrado com o  www .psicologia.pt ISSN 1646-6977 Documento produzido em 22.12.2013   Wesley Fernando Felício @   Siga-nos em ace!oo".com#psico$ogia.pt   gestor para governar e aper"eiçoar o seu aproveitamento, Um dos pilares "undamentais da  psicologia # o compromisso social e a construção de novas possi3ilidades de e/istJncia! atrav#s de novas pr5ticas de sa.de! sendo assim o psiclogo precisa compreender a relação sa.de e su3etividade articulados 6 sua dimensão social, -s psiclogos necessitam incorporar uma nova concepção de pr5tica pro"issional! associada ao processo de cidadaniação! de construção de sueitos com capacidade de ação e proposição,&DCME87EC8! $%%1(, Entretanto utilio de onetto e Gomes &$%%( uando di ue K05 uei/as entre psiclogos de ue muitas das suas o3servaç2es clínicas não são prontamente aceitas pelas euipes,L E com isso criam)se 3arreiras e discuss2es so3re ual seria a mel0or maneira de se tra3al0ar a psicologia em euipes multidisciplinares, Psicolo'ia versus  M%l$idisci(linaridade# De acordo com Rannon &1<<@( o papel do psiclogo e da Psicologia na atenção e assistJncia 6 sa.de d5)se Kna integração do con0ecimento psicolgico e nas aç2es dos  pro"issionais de sa.de : desde a compreensão do processo sa.de)doença! passando pelo  planeamento do sistema de atenção e pelas intervenç2es na instituição de sa.de e unto aos v5rios 4m3itos do sistema! at# a prestação de assistJncia psicolgica a indivíduos e grupos usu5riosL, Bomano &1<<<( nos alerta ue uma primeira condição para o tra3al0o multidisciplinar e"etivo do psiclogo # a clarea de suas atri3uiç2es e das e/pectativas concernentes a sua especi"icidade, 8o caso de estarem esclarecidas as atri3uiç2es do psiclogo! espera)se ue ele sea capa de se mostrar competente o su"iciente para ue sua pr5tica sea vista como necess5ria di ;0iattone &$%%%(, ;ada tra3al0o possui suas especi"icidades e di"erenças t#cnicas ue contri3uem  para sua divisão e conseIente mel0oria dos serviços prestados! 6 medida ue a especialidade permite não s o aprimoramento do con0ecimento em determinada 5rea de atuação! 3em como maior produção, Dessa "orma a proposta do tra3al0o em euipe # perce3ida como estrat#gia para en"rentar o intenso processo de especialiação na 5rea da sa.de! ue tende a apro"undar verticalmente o con0ecimento e a intervenção em aspectos individualiados das necessidades de sa.de! por#m sem contemplar simultaneamente a articulação das aç2es e dos sa3eres &MABSUE7! $%%(,  www .psicologia.pt ISSN 1646-6977 Documento produzido em 22.12.2013   Wesley Fernando Felício T   Siga-nos em ace!oo".com#psico$ogia.pt   >eite e eloso &$%%=( nos "ala ue o tra3al0o em euipe tem ocupado uma posição de destaue! atuando como um importante recurso de tra3al0o! na medida em ue leva a um rompimento da din4mica dos serviços centrados na "igura do m#dico! con"igurando)se a  possi3ilidade de uma a3ordagem mais integral e resolutiva, -s pro"issionais da sa.de passam a compreender o 0omem como sueito 3iopsicossocial! recon0ecendo ue K"orças 3iolgicas!  psicolgicas e sociais agem em conunto para determinar a sa.de e a vulnera3ilidade do indivíduo 6 doença! ou sea! a sa.de e a doença devem ser e/plicadas em relação a conte/tos m.ltiplosL di 7trau3 &$%%T(, Diversos autores conceituam a multidisciplinaridade de "orma semel0ante! segundo asconcelos &$%%%( # uma gama de disciplinas propostas simultaneamente! mas sem relaç2es entre si! como por e/emplo! nas pr5ticas am3ulatoriais convencionais! onde di"erentes 5reas tra3al0am sem cooperação e trocas de in"ormaç2es, Para Rannon &1<<@(! multidisciplinar indica a ação de v5rias pro"iss2es e especialidades sem necessariamente 0aver inter)relação entre as mesmas, asconcellos &$%%$( conceitua a multidisciplinaridade como a ustaposição de disciplinas ue não se comunicam, De acordo com 7pinQ &$%%(! as euipes multidisciplinares reproduem a atuação isolada e 0ieraruiada das diversas pro"iss2es! o ue se evidencia atrav#s da 0egemonia m#dica, KFreIentemente! portanto! as euipes multipro"issionais aca3am por  perpetuar a "ragmentação do atendimento prestado ao paciente! adotando uma divisão t5cita de competJncias e pr5ticasL, 7endo assim a entrada do psiclogo na euipe multipro"issional visa au/iliar a trans"ormação cultural dos pro"issionais da sa.de e usu5rios dos serviços! ue tende a centraliar o poder de decisão no m#dico, A partir de uma Psicologia da 7a.de! o psiclogo # capa de agregar e compartil0ar sa3eres em 3usca da visão integral do sueito! au/iliando na mudança do "oco ) da doença para o indivíduo ) "ocaliando prevenção e a promoção da sa.de! para atingir ualidade de vida, Por#m! # necess5rio resgatar as m.ltiplas dimens2es de sa.de e re"ormular a  postura de intervenção pro"issional! al#m de incorporar outros sa3eres para compor a produção do cuidado com a sa.de, O um tra3al0o comple/o e reuer do psiclogo o em3asamento amplo de v5rias 5reas de con0ecimento! deve ser din4mico e visar 6 intervenção de grupos! e não de sueitos isolados! por isso # importante ressaltar a necessidade de maior uali"icação dos  psiclogos para o tra3al0o! principalmente no nível de atenção prim5ria! a "im de ue a Psicologia possa realmente contri3uir para o tra3al0o das euipes de sa.de p.3lica,
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